MEI com DAS Atrasado
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"Quanto você cobra?" — e vem aquele frio na barriga: chuta alto e perde o cliente, chuta baixo e trabalha no prejuízo. A saída não é intuição, é matemática: a hora técnica, o número que transforma orçamento em conta simples. Vamos calcular a sua em 4 passos e depois usá-la para precificar por projeto.
Liste TUDO que o negócio consome por mês, mesmo trabalhando de casa:
Quanto você precisa e merece tirar por mês? Não o "que sobrar": um número definido, coerente com sua experiência e com o mercado (pesquise o salário CLT da sua função e lembre que o autônomo banca férias, 13º e INSS sozinho — o valor de referência deve ser maior que o salário equivalente).
Aqui mora o erro de 90% dos autônomos: um mês tem ~160–176 horas úteis, mas você não vende todas. Orçamentos, deslocamento, redes sociais, administração, capacitação — nada disso é faturado. Na prática, quem vende serviço fatura entre 50% e 70% das horas úteis. Seja realista: se você atende 5 horas por dia em média, são ~100–110 horas vendáveis/mês. Superestimar horas vendáveis = subprecificar sem perceber.
Hora técnica = (Custos mensais + Pró-labore) ÷ Horas vendáveis × (1 + margem de lucro)
Exemplo ilustrativo: custos R$ 1.200 + pró-labore R$ 3.800 = R$ 5.000 ÷ 100 horas vendáveis = R$ 50/h de custo. Com 25% de margem (o que constrói reserva e crescimento): R$ 62,50/h é o seu piso — abaixo disso, cada hora trabalhada subsidia o cliente. A margem não é ganância: é a diferença entre ter um negócio e ter um emprego sem direitos.
Preço certo não afasta cliente: afasta prejuízo. E libera tempo e energia para atender melhor quem valoriza o seu trabalho.
É o valor mínimo que a sua hora de trabalho precisa custar para cobrir todos os custos do negócio, seu pró-labore e ainda gerar lucro — a base matemática de qualquer orçamento de serviço.
Calcule sempre a partir da hora técnica, mas apresente por projeto/pacote quando possível: o cliente compra resultado, não tempo — e você não é punido por trabalhar rápido.
Com antecedência (30 dias), justificativa objetiva e valorização do que está incluído. Perder os clientes que só ficam pelo preço abaixo do custo não é perda — é alta.
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