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Onde vender online: Shopee, Mercado Livre, loja própria ou WhatsApp

Por Vagner Soares · Atualizado em setembro de 2026

Empreendedor preparando pedidos para envio ao lado do notebook
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A pergunta parece ser "qual é o melhor canal". Não é. Todos funcionam, e gente ganhando dinheiro em cada um deles.

A pergunta real é outra: quanto cada canal cobra de você pelo mesmo cliente, e se você tem o que ele exige em troca.

A troca que define tudo

Existe uma regra que organiza a decisão inteira, e ela é simples de enunciar:

Ou você paga com dinheiro, ou você paga com trabalho.

Marketplace entrega cliente pronto e cobra comissão. Loja própria não cobra comissão nenhuma e exige que você traga cada visita. WhatsApp não cobra nada e depende de você já conhecer a pessoa.

Nenhum dos três é de graça. O que muda é a moeda.

CanalVocê paga comVocê precisa terPrimeira venda
ShopeeComissão por vendaProduto com demanda e preço competitivoRápida
Mercado LivreComissão por vendaReputação e logística em diaRápida
Loja própriaTrabalho de atrair visitaAudiência, conteúdo ou verba de anúncioLenta
WhatsAppSeu tempo de atendimentoContatos ou presença localImediata

Quanto sobra de cada venda, em cada canal

Teoria não resolve essa escolha. Coloque o seu preço e o seu custo abaixo e veja os quatro lado a lado.

Comparador: onde sobra mais

Informe o seu produto. Os percentuais são ponto de partida e você pode ajustar para a sua categoria.

Shopee ou Mercado Livre
Loja própria com anúncio pago
Loja própria com tráfego orgânico
WhatsApp ou venda direta
Melhor opção

A loja própria com tráfego orgânico parece sempre ganhar, e é por isso que o número sozinho engana: ali o custo não é dinheiro, é o tempo de produzir conteúdo e construir audiência, que pode levar meses. As comissões variam por categoria e mudam com frequência: confira a sua no painel da plataforma.

Marketplace: quando compensa

A comissão parece cara até você lembrar do que está comprando com ela: um cliente que já estava procurando o seu produto, dentro de uma plataforma em que ele já confia e já tem cartão cadastrado.

Compensa quando o seu produto tem busca própria, você consegue preço competitivo e a margem aguenta a comissão. É o caminho mais rápido para a primeira venda e para descobrir se o produto vende.

Não compensa quando a margem é apertada, o produto é muito parecido com o do concorrente ao lado, ou você precisa construir marca. No marketplace, quem tem a relação com o cliente é a plataforma.

Loja própria: quando compensa

Sem comissão, com a sua marca e com o cliente sendo seu. O preço disso é que ninguém chega ali sozinho.

Compensa quando você já tem alguma audiência, já vende repetido para os mesmos clientes, ou tem verba de anúncio e sabe usá-la. Também compensa para quem quer vender direto sem intermediário, como no caso de encomendas.

Não compensa quando é o seu primeiro canal. Loja própria sem tráfego é vitrine no deserto, e muita gente investe na plataforma antes de descobrir se o produto vende.

WhatsApp e venda direta: a margem mais alta

É o canal que ninguém coloca na lista e o que mais rende por venda, porque não tem comissão nenhuma. Quem vende encomenda, serviço ou produto local costuma faturar mais por aqui do que em qualquer plataforma.

O limite é escala. Você precisa alcançar a pessoa antes, e isso não acontece sozinho. Por isso ele funciona melhor combinado: o cliente descobre no Instagram ou no Maps, e fecha no WhatsApp.

Como receber, decidido o canal

A escolha do canal define como o dinheiro entra, e isso mexe na margem tanto quanto a comissão.

O caminho que a maioria faz, e que costuma dar certo

Quase ninguém escolhe um canal e fica nele. O percurso mais comum é este:

  1. Começa no marketplace para descobrir se o produto vende, pagando comissão pela velocidade
  2. Abre WhatsApp para os clientes que voltam, recuperando margem
  3. Cria loja própria quando já tem gente procurando pelo nome
  4. Mantém os três, cada um com um papel

O erro caro é pular a primeira etapa: investir em loja própria e em marca antes de saber se alguém quer comprar aquilo.

Antes de qualquer canal: se você ainda não tem CNPJ, os marketplaces vão exigir. O guia do MEI cobre a abertura, o custo mensal e o limite de faturamento, e leva poucos minutos para resolver.

Uma coisa que vale mais que o canal

Produto mal fotografado não vende em lugar nenhum, e produto bem fotografado vende em todos. É o investimento de menor custo e maior efeito da lista inteira, e dá para fazer com o celular que você já tem.

Como fotografar produtos com o celular resolve isso numa tarde.

Perguntas frequentes

Qual canal dá mais lucro?

Depende do seu produto e do seu tráfego. Marketplace cobra comissão mas entrega clientes prontos; loja própria não cobra comissão mas você precisa trazer as visitas. A calculadora desta página mostra o número no seu caso.

Posso vender em mais de um ao mesmo tempo?

Sim, e é o mais comum. A maioria começa em marketplace para validar o produto e depois abre loja própria para os clientes que já voltam.

Preciso ser MEI para vender online?

Para vender em marketplace, sim: as plataformas exigem CNPJ. Para vender por WhatsApp entre conhecidos, no início, muita gente começa sem, mas formalizar destrava nota fiscal e acesso a mais canais.

Vender por WhatsApp é amador?

Não. É o canal de maior margem que existe, porque não tem comissão nenhuma. O limite dele é escala: depende de você conhecer ou alcançar a pessoa antes.

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Próximo passo Como vender pela internet: guia para quem está começando

Se você ainda não vendeu nada online, comece por aqui antes de escolher o canal.

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